quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sou contraditória,
porque tem amo e te disse não.
Te quero e disse não,
te espero e disse não.

Te sinto, te vejo, te desejo.
Tu está aqui, ali, tu esta em mim,
Mas também foge do sim.
Vai pra lá, fica lá, bem longe,
acolá!´

Sofremos longe,
sofremos perto,
nos vemos pouco,
nos ouvimos roucos!
E somos completamente
loucos...


 

IMPOTENCIA

no geral e no normal,
as pessoas acreditam
que tem poderes de mando,
umas sobre as outras.
a única coisa que não podem 
é com o amor.
que não exige reciprocidade.
que vive e é feliz
sabendo da felicidade do outro.


quarta-feira, 29 de junho de 2011

os desejos de cada um,
as verdades de cada um,
os sonhos de cada um,
as realidades de cada um.

Desejos realizados, o vazio do que buscar.
Verdades desveladas, sempre uma dor a teimar.
Sonhos cumpridos, um recomeçar.
Realidades vividas no tempo e no lugar

Não realizei os desejos, meu peito ainda arde, ainda quer;
Recebi a verdade, aceitei a verdade, entendi a verdade. Sou mulher.
Não cumpri meus sonhos, mas vou recomeçar.
Minha realidade me mantém no mesmo andar.

Acabou o desejo? nao, foi tolhido.
A verdade? Nunca muda.
O sonho? Persiste.
A realidade? Não posso mudar. Ela persiste.
O que não me impede mesmo assim de sonhar.


domingo, 26 de junho de 2011

...não, eu não posso esperar mais,
eu não consigo mais sublimar,
eu não consigo mais esperar.

os sentimentos que chegam,
nem sempre ficam inteiros,
nem sempre realizam,
nem sempre se confirmam.

os meus, os que chegaram,
ainda estão inteiros,
mas guardados,
entendi que não vão se realizar,
entendi que não vão se confirmar.

então,
vou ficar perdida,
preciso de tempo,
preciso de ar,
preciso de vento.
até que eu consiga
curar mais esta ferida.

não é esquecer.
é simplesmente,
viver.
conviver
com um sentimento
com um lamento,
sem  prazer.


sábado, 25 de junho de 2011

des vendando

a vida não é um filme.
não existem cortes rápidos, nem com a morte.
existem véus.
espessos, no inicio. escuros, depois de uma dor...
mas somos nós quem escolheremos as proximas matizes.
Mesmo que inicie preto,
preto é falta de cor.
Nós decidiremos, a cada véu que tirarmos,
qual a cor do próximo...que é como veremos as coisas.
Até que a transparencia chegue...
E com ela o desvelamento!
A compreensão!
A paz!
A vida plena - seja em que mundo for.

Escolham os véus, escolham as quantias...
Podem errar,
Mas não errem na cor!
Ah, sim, isso vai fazer toda diferença.

magoas

Aprendi, e foi hoje, que guardei minhas mágoas. Tão bem guardadas,
que elas lacraram meu coração.
Minhas mágoas me proibiram de vera vida com olhos de menina.
e eu acreditei.
Minhas magoas me proibiram de sonhar com um amor de verdade - não eterno,
mas emocionante.
Me proibiram porque disseram, tu só vai sofrer!
Então não te envolve, não busca o livre.
Busca o que não dá esperança, busca o que não tem importancia!
Assim, se cumpre o que conheces!

Minhas mágoas foram ditadoras!
Ditaram minhas escolhas,ditaram meus medos,ditaram meus pesadelos.

Até hoje. Hoje, serenei.
Percebi que elas tem de ser ouvidas mas não seguidas.
Elas podem servir de ancoras mas não de guias.
Elas podem ter me ensinado algo, mas não o sentido da vida.

Só não sei se as exponho, as tranco, as recomponho, ou as esqueço.
Porque expor, só se for
sem dor.
Trancar, só se for
num bar.
Esquecer,
vai depender do que eu aprender!

 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

caminho

depois de  longa caminhada,
daquelas, em que não se vê nada,
eu, já cansada,
procurei uma pousada.

encontrei dois braços abertos,
prontos a me auxiliar,
e que coisa incrível
reconheci isso no olhar!

percebi que na jornada,
eu, que tinha certezas,
nada mais era do que
uma indomada tigreza.

achava que tudo sabia,
sabia que não achava as respostas.
ou não sabia as perguntas,
e me perdia em apostas.

algumas falsas, outras nem tanto.
fantasiava que tudo era certo,
fantasiava que conhecia a jornada
e errava, não chegava nem perto.