terça-feira, 13 de setembro de 2011

farol

Quero  uma torre, um farol.

No meio mar.

Quero a solidão.

Acompanhada. De lua, de sons, de ventos. De horizontes.



Estou exausta de viver, de existir, de ver, de consentir.


Nas noites entrego a Deus a minha falta de esperança.

Meu desassossego.  Minha tristeza.

Ele me embala, me adormece.

Nas manhãs, retorno ao meu desejo nem tão secreto de ter um farol.

Que me abrigue.

No meio do mar. No meio do nada.

Anseio por isso o dia inteiro.



Quem sabe uma hora dessas eu nem precise mais acordar?


Devaneios...só isso.


imagem: portosdeportugal.pt


sábado, 10 de setembro de 2011

não vou mais sobreviver  da caridade.
agora quero amor.
ou jejum e oração.

Scraps


modernidade

-alô, é tu? quanta saudade, eu te amo tanto!!!!!
- Eu é que te amo tanto tanto. Um tantão. Muito muito muito.
-nãooooooooooooooo! eu é que te amo!
-eu. e ponto final. amor, vou desligar. minha mulher chegou.
tu tu tu tu tu tu




 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

sem consumo

num mundo de consumo,
estou fora da vitrine.
não me enquadro nos quadros
de experimentar sem me importar.
não sei ser consumida e atirada num canto.
não sou uma lata sem valor.

não sei brincar de gostar,
esquecer e depois re-gostar.
não sei ficar indiferente,
não sei contar beijos,  pessoas, quantias.
não sei "ficar" sem marcar.
eu sou a mesma.
sempre.
sem consumo vira lata.






quinta-feira, 8 de setembro de 2011

desabafos...

Quem seria o primeiro ogro a confundir amor com fraqueza?
Se amo, e sei o que é o amor, amo a mim mesma. 
 Esse amor me faz forte - o suficiente para amar outro.
Mas se o outro não me ama, eu, que me amo, não me desrespeito - e se é complicado sei la.
Mas meu amor não é fraco.
É forte o suficiente pra me levantar, toda vez que eu cair.
E vou amar e cair, amar e cair ainda muitas vezes.


 
Será que mulher independente, emancipada emocionalmente
assusta porque os homens acham que elas vão agir como eles -
e eles tem medo do que fazem no escuro?


Ah, sim. estou severamente decepcionada.
Comigo mesma, porque acreditei que entre adultos joguinhos são desnecessários.
Percebi que ser adulto não é questão de idade...ou de sexo.
É só questão de ser gente ou não.
Eu sou gente.


Ser confundida com trouxa porque não escondi o amor doeu.
Mas ainda assim insisto em amar
Acredito que a dor maior
é não ter a capacidade de ser clara quando sente,
confiante quando ama
e iluminada quando crê.



Scraps
imagem:http://www.scrap.mixplanet.com.br/buscar.php?imagem=tigre

Fazia tempo que não me enxergava.
Tempo que não me escutava.
Tempo que não me observava.

Enxerguei uma mulher sem cor.
Escutei um gemido baixinho.
Observei somente sombras.

Doeu muito.

Agora, só quero rosa pink,
só quero rock pauleira,
e um sol cegando os olhos.

E não quero decifrar. Nem ser decifrada.
Nem quero amar. So aceito ser amada.
Chega de me manter calada,
nas sombras, na madrugada.

De ninguem mais serei
uma doce namorada.


imagem: http://oficina-do-gif.blogspot.com/2010/01/tigres.html
Meu amor sempre foi corajoso,
quase suicida.
Me entreguei, todas as vezes,
sem qualquer pudor.
Inteira.
Sem qualquer divisão.
Já os amores que encontrei
foram amores de menos.
Covardes.
Pela metade.
Queria um suicida como eu?
Talvez. Ou não.
Mas descobri que o pior do veneno
é aquele que se toma pela metade.
Meu amor é inteiro.
É um veneno. Mata. Mas é completo.
Pela metade? Não consigo.
Sou sempre inteira.
Descobri que não sei ser zumbi.