Quero uma torre, um farol.
No meio mar.
Quero a solidão.
Acompanhada. De lua, de sons, de ventos. De horizontes.
Estou exausta de viver, de existir, de ver, de consentir.
Nas noites entrego a Deus a minha falta de esperança.
Meu desassossego. Minha tristeza.
Ele me embala, me adormece.
Nas manhãs, retorno ao meu desejo nem tão secreto de ter um farol.
Que me abrigue.
No meio do mar. No meio do nada.
Anseio por isso o dia inteiro.
Quem sabe uma hora dessas eu nem precise mais acordar?
Devaneios...só isso.
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| imagem: portosdeportugal.pt |

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